Galeria — IBGE × Eleições

Visualizações do cruzamento entre dados do IBGE (demografia, agro, desmatamento, economia) e resultados eleitorais do TSE, por município. Clique para abrir.

Mapas reais (coropléticos)

Voto Lula por municípioO mapa eleitoral clássico, 5.570 municípios.
Desmatamento 1985–2024% da área que deixou de ser floresta.

Estilo dark / glow

Onde o Brasil viveDensidade populacional, escala log, luzes do litoral.
O arco em chamasDesmatamento em paleta de fogo no escuro.
Bolsa Família 2006Cobertura do programa — o NE acende, espelha o voto.
Geografia da fé% de evangélicos — acende no Norte/fronteira.
O mapa do medoHomicídios por município — alto no N/NE.

Círculos & bolhas

Dorling1.710 municípios empacotados sem sobreposição.
Bolhas — população × votoOnde os votos se concentram.
Onde está o boiRebanho bovino — ecoa o arco do desmatamento.
O peso econômicoPIB por município — hiperconcentração em SP.
As 30 maiores cidadesMetrópoles rotuladas por população e voto.

Mapas estilizados (tiles)

Quadradinhos (tile)Cada estado um quadrado, sem viés de área.
HexágonosTile grid hexagonal por estado.

Gênero & regimes de proteção

Estado × religião (interação)A puxada pró-Lula do Bolsa Família desaba onde a rede evangélica é densa (β=−1,33).
Mãe solo → votoGradiente bruto brutal (40→71%) que colapsa sob controles: é pobreza, não maternidade.
Quatro Brasis de proteçãoTipologia ecológica: Estado-cuidado vota Lula; agro e religião, Bolsonaro.

Eficiência de campanha (dinheiro → voto)

O paradoxo do custo por votoBolsonaro R$1,74/voto vs Lula R$2,29 — quem gastou mais não foi mais eficiente.
Onde o dinheiro virou votoMáquina aliada por eleitor × voto Lula por UF: BA R$8→72%, Roraima R$42→24%.
Fornecedores: concentração e hubsTop-5 = 57–60% do gasto; Google/Facebook cruzam PT↔PL (duopólio de anúncio).
Dois financiamentos opostosSankey: Lula 92% público (FEFC), Bolsonaro 75% privado (doação) — assimetria total.

O eleitor Lula conservador

Presidência à esquerda, Câmara à direita1.325 mun. (24%) deram Lula + direita na Câmara; correlação −0,04. Santa Inês-PB: 92%/96%.
Lulismo católico% católico puxa pro Lula (45→65%), % evangélico pro Bolsonaro (69→43%) — o X que se cruza.
Além do que a estrutura explicaResíduo do voto: onde a lealdade ao Lula excede renda/religião/região (S. Gabriel/AM +37pp).
Quem elegeu Lula (Datafolha)Contraprova individual: coalizão católica, baixa-renda, nordestina + 28% evangélica.

ESEB 2022 — contraprova individual (survey)

Fé, não fachadaEvangélico praticante 30% Lula vs nominal 48% — o que move o voto é PRATICAR, não ser. CSES/ESEB 2022.
Os viradores 2018→202213,8% migraram de Bolsonaro p/ Lula vs 3,1% no inverso (saldo +11pp). Arrependido típico é católico.
Voto de bolsoEconomia 'muito pior' → 89% Lula; 'muito melhor' → 6%. O 2º turno foi um referendo econômico.

Onda global (cross-nacional)

A onda do retrocessoBrasil: mais insatisfeito (72%), 5º pior em democracia liberal (0,54), 2ª maior queda 2012-22 — cluster Polônia/Turquia. CSES×V-Dem.
A virada de 2018 (manifestos)RILE: Brasil bem à esquerda do mundo na era PT (−26 em 2006), cruza p/ a direita em 2018 (+10,6 vs mundo). Manifesto Project.
A virada cultural (manifestos)Lei-e-ordem dobra (2,7%→6,7% até 2018), militar surge em 2018, nacionalismo/moral sobem em 2022. O eixo moral pelo lado da oferta. MARPOR.
O eleitor em 20 anosSatisfação democrática 61%(2010)→13%(2018); partidarismo 48%→17%. 2018 é a fratura. CSES módulos 2-6.
A onda de autocratizaçãoDemocracias liberais no mundo: pico 44 (2012) → 30 (2024). Brasil caiu a 'democracia eleitoral' (0,54 em 2022), recupera 2024. V-Dem v16.
O canto de riscoDesinformação estrangeira × polarização: Brasil 4º mais exposto e 1º mais polarizado, com Turquia/Polônia. V-Dem/DSP.
O que caiu não foi a urnaErosão liberal: expressão (−0,23), estado de direito (−0,22), liberdades civis (−0,19); eleições intactas (−0,06). Recupera 2024. V-Dem.
Os achados no mundoReligião→direita é global (Brasil mediano, +1,11); voto econômico do Brasil é dos mais fortes (+58pp, 3º). CSES 17 países.
Lava Jato não limpouCorrupção do Executivo SUBIU durante a operação (0,57→0,76 até 2022), caiu só depois (0,47 em 2024). V-Dem.
O espaço partidário explodeAmplitude ideológica 7 (2014) → 69 (2018); nasce o polo nacionalista (RILE +42). Manifesto Project.
O ambiente informacionalPolarização 0,66→−2,73 (2022, pior), ódio/desinfo no fundo sob Bolsonaro, recupera 2023-24. V-Dem/DSP.
Economia × Lava JatoInvestimento 20,9%→14,6% do PIB (2013-17), desemprego dobra, recessão recorde; IDE não fugiu. Banco Mundial.
O ciclo político dos preçosAdministrados segurados antes da eleição, soltos depois: tarifaço Dilma 2015 (+17,5%), corte Bolsonaro 2022 (−2,8%). BCB.

Mapas por bairro — voto Lula 2T 2022 (seção)

São Paulo por bairroCada seção (~300 eleitores) colorida pela % Lula. O grão de bairro que o número da cidade esconde. TSE boletim de urna.
Rio de Janeiro por bairroVoto Lula 2T por seção — zona sul/oeste × subúrbio/Baixada. Boletim de urna × coordenada da urna.
Salvador por bairroSalvador 71% Lula — a geografia interna do voto por seção.
Belo Horizonte por bairroBH no grão de bairro — centro-sul × periferia.
Fortaleza por bairroVoto Lula 2T por seção.
Recife por bairroVoto Lula 2T por seção.
Belém por bairroVoto Lula 2T por seção.
Manaus por bairroVoto Lula 2T por seção.
Maceió por bairroVoto Lula 2T por seção.
Goiânia por bairroVoto Lula 2T por seção.
Curitiba por bairroVoto Lula 2T por seção — a capital mais bolsonarista das 12.
Porto Alegre por bairroVoto Lula 2T por seção.
A mesma urna: 2020 → 2022Prefeito de esquerda 2020 × Lula 2022 no mesmo local de votação (r=0,47). Recife segura prefeito mas não Lula; periferia de Salvador o inverso.
Voto casado × dividido (2022)Por seção: presidente × deputado federal. r=0,74; coattail cai pres→gov→deputado. Periferia de Salvador: Lula 78%, dep. esquerda 25%.
Anomalia ≠ fraudeScreening de urnas atípicas: os outliers são presídios, CIEPs de favela e a Vila Militar — geografia, não hackeamento. A eleição foi auditada.

Análises

BCI — Atlas de ContradiçõesOnde os estereótipos quebram: 10 contradições, mapa + top-10 por tipo.
O dinheiro do deputado (emendas)Emendas per capita 2014–24 — mas não movem o voto presidencial (β≈0).
O mito da emenda que compra votoPor dentro do deputado: o efeito +0,58 'cru' some e cruza o zero.
Quem gasta mais é eleito?Gasto de campanha prevê quem entra na Câmara (AUC 0,96).
Transferência de votos (Sankey)1º→2º turno 2022: a eleição decidida no meio.
Transferência por regiãoMesma análise por região — o gradiente NE→Sul.
A inversão do voto de classeRico→PT virou pobre→PT em 2006 (pós-Bolsa Família).
Clusters espaciaisMoran/LISA do voto (I=0,885).
Dinastias políticas298 famílias dominantes no mapa.
Ideologia nacional × máquina localVoto cruzado 2022: 1.645 municípios Lula no topo, direita no deputado — o coattail assimétrico.
Lulismo sem PTBivariado Lula × PT-deputado: gap de 42 pts — o voto pessoal que não virou partido.
Bolsonarismo sem BolsonaroBivariado Bolsonaro × direita-deputado: o movimento (37,8%) é maior que o PL (14,6%).
Choque → votoEconomic voting (+4,3pp), efeitos fixos.
Agro × votoMunicípio agrícola vota menos no Lula.